Em 2001, milhares de manifestantes se reuniram em Gênova, cidade litorânea da Itália, para protestar contra a reunião do G8, os oito países mais ricos do mundo, além da Rússia.
Os protestos terminaram numa batalha campal, com batalhões da polícia italiana disparando munição não letal em direção aos manifestantes em meio a ruas infestadas por gás de vômito. Uma rádio e um albergue foram invadidos e centenas de pessoas apresentaram denúncias na Justiça contra agressões brutais sofridas nestes dias. Um estudante morreu.
No rescaldo dos protestos, a imprensa italiana revelou que serviços de inteligência europeus passariam a monitorar a vida de lideranças anti-globalização ao redor do mundo. Encotrei em São Paulo algumas pessoas potencialmente vulneráveis à estratégia dos arapongas – entre elas o ítalo-brasileiro José Luiz Del Roio, que viria a ser eleito senador pela Lombardia anos depois – e propus à Carta Capital uma reportagem sobre o assunto.
Essa história toda me permitiu conhecer dois grandes jornalistas brasileiros, Mino Carta e Bob Fernandes, que, nessa época, tocavam juntos a revista.
O pool europeu de espionagem: governos do G8 acertam ação comum contra ONGs antiglobalização




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