Trabalhei durante oito anos na Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes, sob a batuta do jornalista Sérgio Gomes, o Serjão.
Essa experiência é tão marcante que até hoje penso nela, tirando lições inconclusas das coisas que vivi ali dentro. Tenho muito carinho pela empresa e pelos colegas.
Saí de casa para a Oboré, literalmente. Comecei a trabalhar ali ainda no primeiro ano da faculdade. Acordava às 4h30 em Santos e tomava o ônibus para São Paulo. Chegava às 8h na República. Trabalhava até às 17h, tomava o ônibus para Santos, entrava na faculdade meia hora atrasado e estudava até às 22h. Dormia muito, no intervalo entre todas essas coisas: cinco minutos aqui, trinta ali … Foi heróico.
Trabalhei em dez dos quinze programas de rádio que compõem o portfólio da Oboré. Coordenei um dos principais projetos da casa, o Repórter do Futuro, participei de projetos de rádio comunitária nas periferias de São Paulo, mergulhei no universo dos trabalhadores rurais, me embrenhei no mundo sindical, fiz o diabo e um pouco mais, até cair doente. Depois, contente.
A experiência mais valiosa foi ter produzido, redigido, editado e apresentado o programa A Voz da Contag, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura. O programa, semanal, era transmitido por 544 emissoras de rádio de todo o Brasil. Eu coordenava um grupo de mais de dez correspondentes e posso dizer que conseguimos fazer um programa bem plural, apesar das resistências do dono.
Na verdade, acho que nunca me desliguei dessa casa e do dono dela, grande amigo …
Para conhecer a Oboré, visite: www.obore.com

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